

(Source: sk4te-vibration, via bilhetinho)
quando passa eu vejo que, ao você rir, não vale a pena. rindo e perguntando qual é o meu problema por chorar sem motivo. quanta pequenez, que coração vazio. eu me orgulho de ser amor, ser só amor. o que você não sabe é que quem é só amor é dor também. é a flor da pele.
a cabeça parece um turbilhão. eu jurei não passar por isso de novo. mas, dessa vez, não vale a pena. toda vez vem o mesmo pensamento à cabeça, a mesma vontade de voltar, de tentar, bater à porta. eu não iria me decepcionar, porque agora, não, não vale a pena. é um coração tão pisoteado, sangrando. qual o sentido de ficar se, com o tempo, eu só estou, no fim, indo embora?
domingo assusta, sinônimo de solidão. de medo eu sou cheia, mas não há maior que esse.
um frio na barriga parecido com aquele que sentia no primeiro dia de aula. ou durante o ano inteiro. sentimento de inacabado.
uma vez me disseram que uma boa leitura é aquela onde a gente se encontra, se sente parte, mergulha. isso é tão natural para mim que não imagino outra forma. quando escrevo vejo acontecendo, sinto o cheiro. me parece certa falta de respeito alguém que não leia assim, que vive na superfície. escrevendo me sinto egoísta, difícil não falar de mim. antes, preferia a escrita na terceira pessoa, hoje, sou eu quem falo, quem vomita o que pensa, acho que posso chamar de amadurecimento. ou desespero. não tenho conseguido mais me expressar nas entrelinhas, não faço-me clara. pensando, o jeito que escrevo lembra bastante o jeito que vivo. uma frase emendada na outra, sem pausa, sem pular linha. ponto final entre um pensamento e outro, nunca um novo parágrafo, só um amontoado de palavras-sentimento sem começo nem fim. gosto da estória assim, ininterrupta. meu medo do fim e do novo torna as coisas assim, inevitavelmente. é, pensando bem, nem tão madura.